O presidente Lula atribuiu hoje em Salvador “ao espírito revolucionário” do povo brasileiro o crescimento do PT, um partido cuja idéia de criação revelou ter tido durante uma reunião no Hotel da Bahia num encontro de petroleiros, em 1978, do qual participaram Almino Afonso e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que não esperava que ocupasse o espaço que alcançou hoje no País.“Devemos isto ao espírito revolucionário do brasileiro, que parece ordeiro, mas sabe o que quer, está gostando de ser respeitado (…) não quer ser melhor que ninguém, mas ser igual, com respeito”, declarou o presidente, em discurso na solenidade em que recebeu do governador Jaques Wagner a Medalha 2 de Julho, a mais importante honraria concedida pelo governo do Estado.Ele também lamentou o que considerou uma tendência do povo brasileiro de tentar buscar enaltecer o castigo ao invés de valorizar o feito do herói, utilizando como exemplo o caso do ex-guerrilheiro baiano Carlos Marighella. “Ao invés de querer punir Fleury (delegado paulista temido na época da repressão), vamos valorizar os motivos porque Marighella fez o que fez”, afirmou, lamentando as críticas recebidas pelo Estatuto da Igualdade.“Teve gente que não gostou (do Estatuto). Ou a gente encontra o caminho do meio ou não consegue construir. Agora, é hora de dar continuidade ao que falta, ao invés de ficar lamentando o que não pode ser feito”, declarou, brincando com o fato de, apesar de pernambucano, receber a maior comenda da Bahia das mãos de Wagner. “Dá-se aqui uma reconciliação histórica entre Bahia e Pernambuco”, declarou, levando a platéia ao riso.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
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