segunda-feira, 10 de maio de 2010

EXCLUSIVO: Pelegrino condena prévias e diz que não será impedimento para acordo no PT em torno do Senado

Pelegrino se coloca como alternativa para impasse em torno do candidato ao Senado no PT



O deputado federal Nelson Pelegrino (PT) condenou a realização de prévias como instrumento para a escolha do candidato a senador no partido. Pela primeira vez, também falou sobre os boatos de que teria feito uma composição com o governador Jaques Wagner em favor da candidatura do deputado federal Walter Pinheiro.“Não sou favorável. Prévia é ruim”, disse Pelegrino, revelando já ter dito ao governador Jaques Wagner (PT) que não será impedimento para um acordo em torno da definição do candidato petista que fará dupla com a deputada federal Lídice da Mata (PSB) na disputa pelas duas vagas ao Senado que estarão disponíveis para a Bahia nas eleições estaduais de outubro.“Caso surja um impasse entre Pinheiro e Waldir (Pires, ex-governador, que também é pré-candidato a senador no partido) sou uma alternativa, mas também não serei impedimento para um acordo”, reforçou Pelegrino, que deve ser ouvido amanhã pela comissão política do partido, a qual já entrevistou Pinheiro e Waldir com o objetivo de definir como será o processo de escolha do candidato petista.Pelegrino foi responsável por duas das mais disputadas prévias já realizadas pelo PT baiano. Em 1996, enfrentou e derrotou o próprio Wagner em consulta para a escolha do candidato a prefeito de Salvador, num processo que os afastaria radicalmente nos anos seguintes até selarem uma recomposição definitiva agora, quando governador o chamou para assumir a secretaria estadual de Justiça.O outro enfrentamento travado pelo parlamentar foi mais recente e com um dos seus atuais concorrentes na disputa pela candidatura ao Senado. Em 2008, Pelegrino perdeu para Pinheiro a escolha para candidato a prefeito em Salvador também numa acirrada consulta à militância petista.A disputa no PT pela vaga de senador foi aberta depois que o senador César Borges (PR) recuou na decisão de aliançar-se com Wagner para disputar a reeleição e em seguida o governador admitiu que o substituiria por um petista em sua chapa. Informaçoes(Raul Monteiro)

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