
Sem-terras armam os barracos em meio à plantação de eucalipto
Cerca de 50 membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocupam, desde o meio-dia desta quarta-feira (21), a Fazenda Barrinha, de propriedade da indústria Veracel Celulose S/A, que atua no ramo de plantio de eucalipto no extremo sul do estado. O latifúndio fica a 20 km de Eunápolis, na BR-101, onde está localizada a fábrica da empresa. A ação do movimento, terceira ocupação na mesma propriedade, faz parte do movimento Abril Vermelho. Ao menos 500 manifestantes da região deverão ir para o local ainda esta semana, segundo a militante Natália Santos Souza. De acordo com ela, os sem-terra derrubaram vários pés de eucalipto que estavam plantados em uma área de 20 hectares – a fazenda possui 4,7 mil hectares. Nesta quarta, havia crianças, jovens e idosos a derrubar eucalipto com facões, foices, enxadas, facas e até uma motosserra. Edicarlos da Silva, o Preto, da direção estadual do MST e responsável pela brigada do movimento na região de Eunápolis e Porto Seguro, e que estava na marcha do MST de Feira de Santana para Salvador, disse que o objetivo é derrubar as árvores para plantar feijão no lugar. A Veracel Celulose afirmou que, “desde 2009, foram contabilizados prejuízos de mais de R$ 5 milhões em função das invasões, com plantio comercial ou fragmentos de mata atlântica que foram ou estão ocupados”. Em nota, a companhia afirma que “esta invasão desrespeita as determinações do Judiciário de Eunápolis, que determinou a reintegração, já cumprida no passado por duas vezes, sempre com desocupação pacífica do local. Esta mesma área também está contemplada pela confirmação da Coordenação de Defesa Agrária (CDA) do Estado da Bahia, que concluiu que a Veracel não ocupa terras devolutas”.
Informações do A Tarde.
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