
Índia Gilcélia dos Santos foi presa com o filho no colo
Policiais federais que atuaram na prisão do Cacique Babau em março e de sua Irmã, Gilcélia dos Santos, no último dia 2, foram denunciados à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a ONG Justiça Global, organizações que atuam na defesa dos direitos humanos no Brasil. Segundo os órgãos ativistas, os agentes praticam perseguição contra as comunidades indígenas do sul da Bahia, em especial os Tupinambás. Eles alegam que as duas prisões foram ilegais e arbitrárias, além de um suposto ato de tortura a cinco índios em junho do ano passado. A forma como Gilcélia foi presa, recebendo voz de prisão quando levava seu filho no colo ao desembarcar em Ilhéus vinda de Brasília, foi considerada como o ato mais emblemático da ação poliial contra o povo tupinambá. “A prisão se deu em pleno feriado de Corpus Christi, decorrendo daí dificuldades de acesso aos autos mencionados e à divulgação da prisão. Mãe e filho foram transferidos no dia seguinte para um presídio na cidade de Jequié, distante cerca de 200 quilômetros da aldeia”, diz o documento enviado à ONU. A índia permanece presa até hoje.
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