
Sede do TJ-BA no Centro Administrativo da Bahia
Enquanto os desembargadores têm direito de usar (na verdade não têm, pelo decreto de Telma Britto, mas se dá um jeitinho) a licença prêmio, como A Tarde anotou, citando a ex-presidente Silvia Zarif que só retorna em setembro. Há pelo menos mais um nessa condição. Já os funcionários estão impedidos de utilizá-la, mesmo com direito adquirido, e com seus salários podados até o extremo da base, ou, se quiserem, até o osso. As ex-presidente e a atual Telma Britto, ainda segundo o jornal, entraram em contradição. A primeira afirmou ao CNJ que não havia critérios objetivos para a concessão do adicional de função, concedido aleatoriamente, dando lastro ao Conselho para podar os vencimentos de quase 2,5 mil funcionários, Britto garantiu que havia, sim, critérios, porque nada era feito de forma subjetiva. Mesmo assim, o CNJ preferiu a primeira versão e cortou direitos adquiridos alguns há 18 anos. Nesse período de trevas no TJ-BA, o clima é de tamanho desencontro, com muito choro e reuniões perdidas, que uma leva de funcionários resolveu antecipar a aposentadoria e deixar o Judiciário. Aqueles que saíram e as aposentadorias não foram homologadas, perderão seus adicionais, assim como todos aqueles que estiverem à disposição de outro poder, a exemplo do Executivo. A vida dos funcionários foi totalmente desorganizada, com reflexo familiares, a partir dos prejuizos impostos pelo CNJ e pela presidência do poder. Na confusão, não se consegue trabalhar, enquanto os servidores mantêm a sua greve em uma das maiores crises já observadas no Judiciário da Bahia. Para não perderem o que têm direito, porque lastrado em uma legislação estadual, o funcionalismo fará uma "vaquinha" para contratar um advogado em Brasília e ingressar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal. É péssimo, ou para lá disso, o clima nos corredores do TJ. Mesmo assim, um desembargador, Olegário Monções Caldas, que também funciona como assessor de imprensa (!) atravessou um grupo de mais de 30 funcionários que foram ao gabinete de Telma Britto e saiu cumprimentando a todos com um estranho "Meus pêsames, meus pêsames". Não sabe ele como foi xingado pela pretensa cortesia, que soou aos ouvidos dos aflitos como uma ironia e acinte.
(Samuel Celestino)
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